Raul Randon diz ao Valor como enxerga a crise atual, depois de 68 anos apostando no Brasil

Nesta reportagem do jornal Valor de hoje, o industrial gaúcho de Caxias do Sul, Raul Randon, confessa que se tivesse uma fábrica de sapatos pegava as máquinas e ia embora. 

Leia toda a reportagem:

É difícil pedir a quem trabalha há 68 anos como empresário no Brasil uma comparação entre crises passadas e o atual momento econômico. Aos 87 anos de idade e no batente desde os 14, Raul Randon, sócio-fundador da Randon, já perdeu a conta dos momentos difíceis que o desafiaram. Foi em meio a cenários muitas vezes adversos que ele ergueu uma das maiores empresas da indústria do transporte do país.

Nem sempre, porém, esse neto de imigrantes italianos deu-se mal com a instabilidade macroeconômica. 

(...)

Raul Anselmo Randon recebeu o Valor na sede da companhia, em Caxias do Sul (RS), pouco antes de o procurador-geral Rodrigo Janot enviar uma lista ao Supremo para investigar políticos citados em delações de executivos da Odebrecht. Para o empresário, Michel Temer deveria "ser resguardado" nessa fase a fim de evitar que as coisas piorem.

No cargo de presidente do conselho da companhia, Randon reclama do excesso de leis e de pessoal no governo. Acredita que serão necessários de 15 a 20 anos para o Brasil voltar ao que era há dez.

Valor: O senhor é empresário no Brasil desde 1949. Como compara o atual momento com as diversas crises que já presenciou?
 Raul Randon: O país está pior.

CLIQUE AQUI para ler tudo.