"Emissário do PTB baixava as calças e enfiava bolos de dinheiro na ceroula", conta diretor da Odebrecht

Mais guloso do que o PT, o PTB inovou: socava maços de dinheiro na ceroula e na meia-calça.

Para receber dinheiro em espécie, um enviado do PTB ‘abaixou a calça’ na frente do diretor da Odebrecht e ‘socou dinheiro’ na meia-calça e na ceroula. (Veja tudo a partir de 20 minutos e 10 segundos no video abaixo). O enviado de Luiz Antônio Fleury, PTB, mandava o sujeito para coletar os recursos.No PT, o delator afirma que o responsável pelas tratativas sobre os pagamentos era o então tesoureiro do partido Delúbio Soares, que tinha o codinome ‘guerrilheiro’. Segundo ele, Delúbio teria recebido R$ 3,7 milhões. O PT costumava botar o dinheiro na cueca.

Em depoimento, Carlos José Vieira Machado da Cunha – ex-diretor Supervia, controlada pela Odebrecht Transport – relatou pagamento de propina ao PTB, ao PT e a membros da Infraero em obra de reforma do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Machado da Cunha contou ao Ministério Público que a companhia fez repasses ilegais a diversas pessoas para viabilizar a obra no aeroporto, entre 2004 e 2006, da qual a empreiteira fazia parte por meio de um consórcio.

“Quando nós estávamos pra começar a obra, eu fui mais uma vez informado pelo meu líder que de que aquela combinação de 3% de contrapartida do faturamento deveria ser paga e controlada em três ramificações: 3% seriam três parcelas de 1%, onde a primeira parcela era para ser endereçada ao presidente da Infraero, doutor Carlos Wilson. O outro 1% era pra ser pago ao PT. E o outro 1% era pra ser pago ao PTB”, explicou. E contou:

- Aqui no Rio ele veio buscar, em geral, Fleury mandava um portador. Nesse caso específico, a pessoa abaixou a calça, aí tava com uma espécie de uma ceroula, e aí pegou, colocou dentro da meia... Aí perguntei ‘que isso?’ aí ele disse que tava acostumado a fazer assim.

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