Marcos Mendes - O futuro chegou

- O autor é chefe da assessoria especial do ministério da Fazenda.

Reformas previdenciárias precisam ter uma perspectiva de longo prazo. As tendências de envelhecimento da população, de redução da natalidade e de aumento da expectativa de vida, décadas à frente, precisam entrar na conta hoje. Isso garante que, nos 40 ou 50 anos seguintes, haja recursos para pagar a aposentadoria de quem está entrando agora mercado de trabalho.

Quanto mais se antecipa o ajuste, mais gradual pode ser a reforma. No Brasil, infelizmente estamos muito atrasados. O futuro continua incerto, com trajetória de despesa previdenciária apontando para mais de 20% do PIB em 2060 caso nada seja feito, valor sem precedente em outros países.

A receita líquida a ser arrecadada pelo governo federal, em tributos e contribuições previdenciárias, estimada para 2017, é de R$ 1,14 trilhão (tabela acima). Quase 60% dessa receita serão consumidos pelo pagamento de benefícios previdenciários. Sobram pouco mais de 40% da receita para custear todo o resto: saúde, educação, segurança, saneamento, estradas, assistência social, etc.

Outra forma de ver o problema é abrir o déficit primário previsto para 2017 em componentes previdenciários e não previdenciários. 

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